murmúrios incontrolados
e um céu azul de cortinas floridas,
um abismo em cada olhar.
tetos altos de prédios
jamais vistos
e a inquietude da vertigem,
um ponto em cada pedestre lá embaixo.
mais janelas que portas
espantosamente lacradas
escondendo segredos
encobrindo medos,
teu rosto em cada vitrine
dessa maldita cidade.
nevoeiros interpeiam entre
confusas tempestades
de solidão
um rastro de fumaça
aponta a trilha
pro teu coração.
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