era sempre assim:
ele deitava
de lado, meio suado
e sorria.
Então virava
- o rosto e a boca -
com o olhar
azulado
azul de lado.
piscava então as
pestanas
e o azul invadia meu peito
que sorria.
pingado
o céu destituía de cor.
anil, índigo, perolado
tudo nascia daquele olho
azul entretanto quente
azul entretanto feliz
e o meu peito apertado no compasso
do olhar que virava, azulado:
azul, de lado.

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