Quem sou eu

Bru.no: (nominativo masculino singular de primeira declinação) do latim, aquele que só arruma confusão.

sábado, 31 de janeiro de 2015

você

queria 
ao 
menos te 
chamar de covarde
explicar sem alarde
que teus meios me machucam.
ter tuas mãos nas minhas e suspirar
que meu coração já não é o mesmo:
(Como posso morrer tantas vezes
 e continuar vivendo a esmo?)

ter a certeza que nenhum dia é como o outro
e nenhum olhar será tão fugaz quanto o primeiro.
poder acreditar que teus olhos bonitos são mais sinceros
que os animais que criam forma em nuvens na imaginação.
(Como posso sangrar por um enquanto outro ainda não concluiu a suturação?)

vencer teu hálito de cigarro e partir foi a coisa mais difícil da minha vida.
a fumaça ainda serpenteia pelos meus ossos
invade
meu
tutano
com
carinho,
e se aconchega feliz em meu pulmão.
(Como posso ter câncer se só trago fumaça na recordação?)

um dia veremos quem realmente ganhou
quem no embate baixou a cabeça e chorou.
não existe vencedor, amor,
os perdedores só são as testemunhas da crueldade de quem não sabe amar.
(Sentir sua falta não é o mesmo que ter saudades, não tem erro)


saudade é dor
sentir tua falta é
suicídio
pânico
 terror


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